HISTÓRIA DO BRASIL
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1. RAÍZES PORTUGUESAS

1. RAÍZES PORTUGUESAS

A história portuguesa está relacionada ao avanço do islamismo. Nos séculos VII e VIII, os islâmicos estavam conquistando territórios em virtude de sua ideologia emancipacionista que misturava motivos religiosos e econômicos. Chegaram a invadir o sul da Península Ibérica em 711. D. Afonso VI, rei de Leão, reino que ficava ao norte da Península, resolveu presentear aos guerreiros que mais se destacassem no processo de expulsão dos islâmicos dos territórios cristãos. Esse episódio é conhecido como Guerra de Reconquista. Foi assim que dois franceses, Raimundo e Henrique de Borgonha herdaram o condado de Galiza, ao norte do rio Minho e o condado portucalense, ao sul, respectivamente.

Além das terras, os guerreiros casaram-se com as filhas de Afonso VI. Desde cedo, entretanto, o condado Portucalense deu demonstrações de que desejava a emancipação. Com a morte de D. Henrique, sua esposa, Dna. Teresa aproximou-se do reino de seu pai para devolver a Leão as terras do condado. No entanto, seu filho, Conde D. Afonso Henriques rejeitou as medidas da mãe.

A situação só foi definitivamente resolvida na Batalha de São Mamede, em 1128, após disputa entre mãe – assessorada por franceses com interesse no território do condado – e filho. A vitória de D. Afonso Henriques garantiu a emancipação portuguesa, aceita definitivamente pelo Reino de Leão através do Tratado de Zamora, em 1143. Em 1179 a Igreja Católica reconheceu o Estado Português – tendo sido este o primeiro a ser fundado na Europa.

A dinastia de Borgonha prosperou até 1383. De acordo com o cronista português João Ferreira, D. Fernando, último rei da dinastia de Borgonha, morreu sem deixar herdeiros, tendo, porém, uma amante, Leonor Teles, com preensões de ser rainha. D. João, mestre de Avis, era filho ilegítimo de D. Pedro I, pai de D. Fernando. Imaginando que a amante, Leonor Teles fosse em seu encalço para mata-lo e garantir o fim de qualquer linha sucessória a sua frente, D. João antecipou-se. Começou uma Revolução que durou 2 anos e culminou, em 1385, com a ascensão de D. João de Avis ao trono. Tinha cabo a Revolução de Avis. Essa foi a fase mais próspera da História portuguesa, fase em que a burguesia prosperou e houve avanço técnico-científico o suficiente para promover a Expansão Marítima.