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Noel só na ficção, ok?!

22/12/2016
Noel só na ficção, ok?!

Caros amigos, o Natal se aproxima. O brasileiro, de maneira geral, espera todo dia por um “Papai Noel”. O problema não está nas esperanças que nos circundam, mas na inocência ou ignorância de esperar por presentes.

Não gosto dessa gente que quer fazer o Natal de todo mundo parecer um inferno ou menosprezar o prazer da data sempre lembrando que tem alguém passando alguma tragédia ou que tem guerra em algum lugar do mundo. A Guerra acontece todos os dias, então não adianta querer fazer o Natal da humanidade ser uma droga só por ser Natal.

A questão fundamental não é o Natal em si, cujos sentimentos são absolutamente agradáveis, ainda que alguém queira dizer que é puro comércio. Como brasileiros, tendemos a crer que um belo dia vamos ganhar um presentinho, esperamos por isso vorazmente. Sérgio Buarque de Holanda, no clássico livro “Raízes do Brasil”, comenta essa cáustica carência dos brasileiros por um salvador da pátria, um patrono, alguém que lhes cuide como filhos, que lhes dê presentes.

Daí o cenário está aberto para aproveitadores que entregam os tais “presentes”, fazem a alegria do povo e, com isso, adquirem crescente poder. Assim como o personagem do Noel, aparecem uma vez por ano, talvez uma vez a cada quatro, trazem uma sacola cheia de esmolas e nos convencemos de que o “bom velhinho” é mesmo bom. Não acredite em presentes pelos quais você não lutou para conquistar ou que são direito seu, mas foram embrulhados com a carapaça da malandragem. Políticos têm a obrigação de servir no cargo que ocupam. Qualquer coisa boa que façam é absolutamente seu dever.

Desejo a todos um Natal muito feliz. Quem puder desfrutar, desfrute. Se a data não te traz alegria, não queira tornar o momento uma miséria para os que estão ao seu redor. Boas festas para todos.

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