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Educação e a Escola brasileira

26/05/2016
Educação e a Escola brasileira

Caros amigos, para que serve a escola? Esse é um tema delicado. A Escola tem sido espaço para pregação ideológica e os marxistas defendem que a reflexão crítica deve existir. Não tenho certeza se eles defenderiam o mesmo tom caso a relfexão pudesse convergir à direita! Fato é que os índices educacionais do Brasil são péssimos de acordo com o Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (PISA). Paulo Freire pode ser lindo, mas não está sendo útil!

A Escola precisa se modernizar. Resistiu-se ao limite à necessidade de se administrar o ambiente escolar de forma mais empresarial. Pesquisas internacionais tem mostrado a eficácia de um modelo de gestão mais profssional e menos ideológico. Ao longo da História, medicina, engenharia, indústria, todos se modernizaram, mesmo no Brasil, enquanto a escola permaneceu alienada, resistente ao capitalismo, tratando esse modelo como um inimigo muito mais do que como um aliado. Não adianta combater o capitalismo se, no final das contas, é com isso que os alunos vão conviver no mundo real. A Utopia de um mundo amoroso é bonitinha, mas, como já disseram, não ensina tabuada!

A escola está, de maneira geral, numa posição chave para demandar maior rigor de pais, alunos e professores. Mais conteúdo nas aulas, mais disciplina dos alunos, maior acompanhamento dos pais. Dinheiro por si só não melhora a educação e não adianta espernear. Na Finlândia, quando um aluno ou escola passa a ter dificuldade, o investimento do governo vem na forma de professores que se desdobram sobre o problema, seja pedagógico ou emocional de maneira a levar o aluno a adquirir o conteúdo. No Brasil a prática pedagógica da rede pública e privada pode mudar no método mas o destino é o mesmo. Na iniciativa privada, uma reprovação simboliza, muitas vezes, o ônus e rompimento com o cliente, de forma que este acaba sendo empurrado para as séries superiores esperando-se que a "vida" ensine. Na rede pública, o investimento do estado demanda resultado e não dá pra ficar investindo muito numa pessoa que não aprende. Para não sofrer com a tristeza de ver o coleguinhas adiante, é conveniente que seja aprovado.

O resultado é que temos hoje no Brasil, na faixa etária entre 15 e 16 anos, uma massa de analfabetos funcionais. No Brasil, são mais de 13 milhões de analfabetos funcionais com mais de 15 anos! Como seríamos produtivos sem saber ler e interpretar? A Escola está no centro do dilema, afinal, não é na Igreja que a gente aprende a ler e escrever. Gustavo Ioschpe sugere que cada escola pública tenha publicado na sua entrada, a nota da escola no IDEB. Ou seja, se a meta é 7, onde está a escola e o que se faz ali? A cobrança da soceidade demandaria maior eficácia.

Numa leve proposta, penso que o rendimento da escola deveria sim ser aferido consantemente. Seja no IDEB, ENEM ou vestibular. O sucesso e crescimento da escola deveria ser celebrado e, quando possível, especialmente no caso das instituições particulares, uma bonificação deveria ser distribuída a todos os professores. Sim, todos! Afinal, a educação é um processo conjunto, envolve toda a equipe e estimula o corpo docente a se comprometer com o resultado. É uma solução? Não, pelo menos não definitiva. Mas pode ser um começo.

Nos países em que as mudanças foram aplicadas, a princípio houve resistência de professores e até sindicatos. Porém, os resultados foram inexoravelmente favoráveis às mudanças. O Brasil precisa de ação, e já!

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