HISTÓRIA GERAL

2. A origem da História e a Revolução Agrícola

2. A origem da História e a Revolução Agrícola

Pré-História é a fase em que, apesar de já haverem hominídeos, estes não dominavam a escrita. No que diz respeito ao surgimento da vida e do próprio homem, existem teorias diversas. Isso ocorre, pois, as datações são imprecisas.

Surgem duas teorias relevantes nesse cenário sobre as possibilidades de surgimento da vida e organização humana. A evolução, cujo maior expoente foi Charles Darwin, que defendia uma organização microbiológica para a macrobiológica. Ou seja, segundo os evolucionistas, a vida foi ganhando maior complexidade ao longo de milhões de anos. Esse aumento de complexidade e até mesmo a especiação se deveriam à capacidade de adaptação dos indivíduos ao seu meio.

Nessa perspectiva, o homem teria evoluído aos poucos, passando de, possivelmente um símio (cientificamente controverso), a um perfeito Homo Sapiens Sapiens.

As fases de desenvolvimento humano envolvem aumento do volume da caixa craniana e a crescente capacidade de ficar de pé, além do aumento de complexidade crescente da fabricação e uso de ferramentas. A agricultura é um componente agregado ao estágio final da evolução.

Até o momento, cientistas evolucionistas sugerem que o homem teria, resumidamente, a seguinte sequência:

Críticas possíveis a essa teoria seriam o fato de os supostos ossos, que possibilitam a construção do modelo acima a partir da arqueologia e antropologia, serem mínimos. Além disso, a evolução é uma teoria que conta com um fervor religioso de quem a defende. A microevolução é absolutamente conferível cientificamente. O mesmo não ocorre com a macroevolução.

Por outro lado, outra teoria, que também não pode ser conferida, sugere uma mente inteligente desenvolvendo o homem tal como é atualmente. Essa teoria, denominada de Design Inteligente, sugere que os seres vivos são capazes de adaptação e, inclusive de especiação, mas não de grandes saltos evolutivos.

Independentemente das teorias, sabemos que os primeiros grupos humanos eram nômades! Perambulavam pelo mundo em busca de alimento e abrigo. Isso mudou radicalmente com a Revolução Agrícola. Ora, Revolução Agrícola foi a descoberta dos métodos de plantio. Como essa revolução ocorreu é um grande mistério, entretanto, sabemos que não se deu de maneira uniforme no mundo, ou seja, não ocorreu ao mesmo tempo e com a mesma intensidade ao redor do planeta.

De maneira geral, a agricultura passou a ser praticada entre 8500 e 6000 a.C.. África e Mesopotâmia podem ser consideradas os berços da humanidade, ou seja, onde os primeiros grupos humanos de Homo Sapiens Sapiens apareceram e desenvolveram a agricultura.

A descoberta da agricultura teve consequências enormes para a humanidade. Para desenvolver o plantio, os homens passaram a dividir o mesmo espaço, o que, além de desenvolver centros urbanos, proporcionou o surgimento do Estado, com a presença de regras para o controle social.

Com a presença do Estado, uma fatia da sociedade passou a ser responsável pela administração pública enquanto os demais trabalhavam pela manutenção do próprio Estado.

Como se nota, a agricultura está na raiz de uma imensa transformação social. Fruto de todas essas mudanças apareceram as leis mas também as distinções culturais entre cada agrupamento. Sendo assim, em cada região surgiu um povo distinto.

Considerando a necessidade de água para a sobrevivência humana, foi próximo a rios que surgiram então as primeiras civilizações da Terra. Essas civilizações surgiram no que hoje chamamos de Crescente Fértil. Uma faixa de terra que se estende do Golfo Pérsico até o Rio Nilo de leste a oeste.