HISTÓRIA GERAL

5. Hebreus

5. Hebreus

Os Hebreus são um povo distinto de todos os demais que surgiram dentro do Crescente Fértil. Monoteístas, eram, a princípio, um povo nômade e que acabou deixando marcas profundas na religiosidade do mundo Ocidental.

A História dos Hebreus começa com Abrão, um patriarca originário de Ur, na Suméria. Yahweh, a divindade hebraica teria solicitado que Abrão abandonasse o culto aos outros deuses e se dirigisse para uma região que o próprio Yahweh apontaria.

Abrão acabou fixando-se em Hebrom, de onde surgiu o nome de hebreus para seus descendentes. A genealogia de Abrão é composta por outros patriarcas, líderes tribais que deslocavam-se quando necessário em busca de recursos para sua família, servos e gado.

Abrão fez um pacto com Yahweh e teve seu nome mudado para Abraão. O patriarca não podia ter filhos, mas recebeu a promessa de que seria pai de uma grande nação. Na velhice acabou sendo pai de Isaque. Isaque casou-se com Rebeca após a morte de sua mãe, Sara, e foi pai de gêmeos – Esaú e Jacó.

Uma intensa disputa familiar separou os irmãos e Jacó foi morar com seu tio, Labão, irmão de sua mãe. Jacó também fez um pacto com Yahweh e também teve seu nome mudado, Israel. Israel teve 12 filhos que, posteriormente viriam a ser as 12 tribos dos Hebreus ou, de Israel.

Por volta do século XVI a.C., uma terrível fome tomou conta do Oriente Médio e os hebreus desceram para o Egito onde fixaram-se e multiplicaram-se.

Posteriormente os egípcios escravizaram os hebreus no que ficou conhecido como o Cativeiro Babilônico, por 400 anos. Ao final de quatrocentos anos, um líder hebreu, criado pela nobreza egípcia, conduziu o povo de Israel num Êxodo do Egito. Moisés, um dos mais importantes patriarcas da história hebraica, seria fruto de uma profecia conferida por Yahweh ao seu povo.

Os israelitas peregrinaram por 40 anos no deserto até que se estabeleceram na região de Hebrom mais uma vez.

Foi durante essa peregrinação pelo deserto que Moisés teria recebido das mãos de Yahweh o Decálogo, conhecido como os Dez Mandamentos, uma lei de viés moral. Além disso, Moisés ainda teria escrito os primeiros cinco livros da Bíblia e, possivelmente, o livro de Jó.

Com as tribos nômades estabelecidas no território de forma fixa, estes passaram a ser administrados por juízes a quem o povo recorria para decidir o que fosse necessário. Profetas falavam em nome de Yahweh e também colaboravam nas decisões. É correto, portanto, afirmar que o modelo político dos Hebreus era uma Teocracia.

No fim do século XI a.C., os israelitas exigiram um rei aos seus profetas. Saul foi levantado como rei, mas era um mau administrador. Durante as lutas de conquista e defesa do território israelita, destacou-se a figura de Davi que veio, posteriormente, a ser o segundo rei de Israel, uma vez que os filhos de Saul haviam morrido em batalha.

Davi garantiu, através da guerra, a definição das fronteiras de Israel. Foi, porém, Salomão, filho de Davi quem marcou as glórias de Israel. Construiu o templo de Jerusalém, conhecido como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Para isso, cobrou altos impostos do povo. Conhecido como um homem sábio, Salomão garantiu boas relações com seus vizinhos.

Ao morrer, Salomão deixara um reino sólido a ser governado por seu filho Roboão, que convocou um conselho de anciãos e lhes consultou sobre a possiblidade de cobrar mais impostos. Foi avisado de que o povo não suportaria uma carga tributária maior. O rei playboy resolveu escutar seus amigos e aumentou os impostos ainda mais. O fardo acabou provocando o chamado Cisma de Israel. Lideradas por Jeroboão, nove tribos e meia separaram-se ao norte e estabeleceram o Reino de Israel, cuja capital era Samaria e 2 tribos e meia estabeleceram-se ao sul no Reino de Judá, cuja capital era Jerusalém.

O Reino do Norte inclinou-se a outros deuses, abandonando o culto a Yahweh quase de imediato. Posteriormente foram invadidos por Assírios e praticamente desapareceram.

Quanto ao Reino de Judá, no século VI a.C. foi invadido pelos babilônicos, liderados por Nabucodonosor. Passaram 70 anos como cativos na Babilônia até a invasão Medo-Persa, quando tiveram autorização para voltar a Jerusalém sob a responsabilidade de pagarem tributos aos persas.

Os Judeus, grupo restante depois de tantas invasões, ainda foram dominados por gregos (Antíoco Epifânio) e Romanos.

Mesmo dominados, os judeus tinham vários grupos nacionalistas que praticavam atos terroristas com a finalidade de afastar os invasores. Criam que um Messias viria libertá-los do jugo político e fazer deles uma grande nação.

Foi com vistas a tentar interromper essas manifestações de desobediência e rebeldia que os romanos perpetraram o Cerco de Jerusalém, no ano 70 d.C.. Muitos judeus fugiram para África, Ásia e mesmo Europa. Muitos foram massacrados em Jerusalém e um grupo menor foi levado cativo para Roma. Os judeus só voltariam a ter uma pátria em 1947, e ainda sob grande comoção dos povos que ocuparam a região ao longo destes quase 1900 anos.