HISTÓRIA GERAL

6. Assíria

6. Assíria

Os assírios eram um povo semita, que vivia no norte da Mesopotâmia e que, assim como tantos outros povos da região, teve seus momentos de glória ao estabelecer domínio numa região hostil, cujas pólis pretendiam-se independentes. Porém, o domínio Assírio chegou a se estender ao Egito e à Síria, ultrapassando os limites da Mesopotâmia.

O Império Assíria viveu vários momentos de crise e insurreições com filhos matando pais e até irmãos guerreando um contra o outro. Esse espírito belicista serviu muito para a conquista, mas sempre dificultou a dominação. Era tanta instabilidade que, ao longo do domínio assírio no Oriente, o Império teve pelo menos três capitais, Assur, Kalhu (Calah) e Nínive.

Em 729 a.C. Tiglath-Pileser tomou a Babilônia e, desde então passou a governar a pólis de muito perto. O Reino de Israel também foi ocupado. Os assírios costumavam ser vorazes na guerra, decapitando seus adversários, misturando povos pelas cidades por onde passavam e muitas vezes executavam prisioneiros da cidade que tomavam até a capital de seu império, deixando um rastro de horror. Tiglath-Pileser foi um dos grandes responsáveis pela constituição dessa máquina de guerra. Ele reformou o exército assírio, criando um corpo de mercenários, equipando a infantaria e a cavalaria e constituiu carros (bigas).

Tiglath-Pileser começou a tomar o reino de Israel, destruindo várias cidades. Posteriormente, seu filho, Salmanezer V tomou Samaria, matou milhares de israelitas e levou outros tantos como cativos.

É possível que Salmanezer haja aumentado muito os impostos, pois isso criou um ambiente obscuro que culminou com sua deposição. Acabou substituído por Sargão II. Em meio a essa rebelião e instabilidade, a Babilônia fugiu do controle assírio. Sargão teve que enfrentar muitas rebeliões na Babilônia, ora depondo, ora elevando reis subalternos no país. Entre os anos de 694 e 691 a.C. os Assírios derrotaram definitivamente a Babilônia, que ressurgiria apenas em 627 a.C. com Nabopolassar para estabelecer o II Império Babilônico e derrotar, definitivamente o Império Assírio.

Senaqueribe sucedeu seu pai, Sargão II e transferiu a capital da Assíria para Nínive ao final do século VIII a.C..

As divindades assírias eram consideradas responsáveis pelas vitórias em batalha e o rei era sempre um sacerdote imediato e a voz das divindades.