HISTÓRIA GERAL

13. Renascimento Comercial

13. Renascimento Comercial

Muitos nobres, peregrinos e mesmo jornaleiros dirigiram-se para Jerusalém para tomar lugar no processo de reconquista da Terra Santa. Ao longo das Cruzadas, porém, e mesmo com o fluxo para o Oriente estabelecido, muitas pessoas descobriram mercadorias existentes em outras partes do mundo pelas quais julgavam, receberiam boas recompensas. Além disso, a Igreja chegara a sugerir que as cidades pagãs tomadas poderiam ser saqueadas sem ônus da vida espiritual dos peregrinos.

O fluxo de pessoas transitando entre o Ocidente e o Oriente tendia a aumentar. Os encontros ao longo do caminho geravam feiras, ora nômades, ora em cidades antigas, esquecidas. Com o tempo, notou-se que essas trocas poderiam render um modo de vida desligado das terras, algo que interessava muito a pessoas que haviam trabalhado como servos em outras circunstâncias.

As feiras nômades iam enchendo-se ao ponto de virem a ser sedentárias. Era um ponto de encontro onde comerciantes confraternizavam e trocavam suas mercadorias por outras mercadorias ou mesmo por moedas.

Para proteger as feiras de eventuais malandros que se interessavam pela riqueza que as feiras representavam, os feirantes, cada vez mais fixos ao seu espaço, construíram muros ao redor das feiras. Nasciam assim, os BURGOS e, por conseguinte, a classe burguesa.

Artesãos e mesmo servos procuravam os burgos para prestar serviços, fazer comércio. Aos poucos, produzir dentro dos burgos passou a ser interessante. Roupas, calçados, cerâmicas, indumentárias para a nobreza, logo grupos com interesses afins reuniam-se e passaram a produzir em conjunto, dividindo o trabalho em fases. Foi assim que surgiram as CORPORAÇÕES DE OFÍCIO ou GUILDAS.

Esses burgos, estabelecidos ao longo de feudos, na rota para o Oriente, enfrentavam dificuldades com muitos senhores feudais que, se aproveitando do fluxo financeiro gerado nos burgos, cobravam impostos abusivos. Além disso, qualquer deslocamento sobre a propriedade de um senhor feudal ou mesmo uma ponte era motivo para cobrança de pedágios. Essa situação levou a burguesia a uma politização.

Sabemos que durante a Idade Média, os reis perderam poder em função da distribuição de terras para os senhores feudais. Desde o início da divisão dos feudos com Carlos Magno, os senhores feudais se fortaleceram em detrimento de um poder central. Essa era uma grande oportunidade para a burguesia. Em vários lugares da Europa, o que se viu foi a burguesia criando alianças com os antigos reis, patrocinando exércitos para a reunificação de territórios. Em contrapartida, nos novos ESTADOS NACIONAIS MODERNOS, a burguesia teria liberdade de comércio. O Estado, paulatinamente, viria a ditar o ritmo da economia. Para entender o Mercantilismo, vá para o tópico 14. Formação dos Estados Nacionais Modernos.