HISTÓRIA GERAL

16. Grandes Navegações

16. Grandes Navegações

A chamada “Expansão Marítima” foi um dos fenômenos mais importantes da História Mundial. Demandou intensa inovação técnica e levou o europeu a lugares jamais imaginados que, talvez, levassem muitas centenas de anos até que fossem encontrados.

Os próprios navios precisaram passar por transformações. Para viagens mais longas, precisavam de mais espaço para suprimentos e espaço de sobra para as especiarias que, eventualmente fossem encontradas. Portanto, os navios precisavam ser maiores, demandavam maior quantidade de madeira, corda, piche, vela. Algumas estatísticas sugerem que cada navio poderia custar em torno de 75 quilos de ouro!

Ainda havia o desafio de navegar pelos mares inexplorados, o que demandava tecnologia para situações hostis como a ausência de sol, chuva intensa, nuvens durante a noite. Bússola, astrolábio, sextante, todos esses inventos foram desenvolvidos para tentativa de sucesso nas empreitadas marítimas.

Detalhe interessante é notar que Portugal lançou-se primeiramente ao mar. Ao contrário do que muitos afirmam, não foi o fechamento do mar mediterrâneo pelos turcos, na metade do século XV, que empurrou os europeus para o mar mediterrâneo. Já em 1415 os portugueses haviam tomado Ceuta, no norte africano. Em 1434, os portugueses conseguiram atravessar o Cabo Bojador com Gil Eanes.

O que provocou esse frenesi pelo Mar? O espírito de aventura e a cruzada espiritual. Além do mais, Portugal era um país unificado e conquistar novas terras parecia uma forma viável de abastecer o país com especiarias e, eventualmente, matéria-prima. Por fim, a ideia de circundar a África para chegar às Índias era por demais convidativo.

Sabemos que Cristóvão Colombo, em 1492 chegou à América em nome da Coroa espanhola. Ora, a Espanha unificara-se também no espírito cruzadista. Aquele italiano parecia saber o que falava. Resolveram apostar três navios nas mãos de Colombo que, sem saber, traria a América de volta na bagagem.

Quanto aos portugueses, conseguiram atravessar o Cabo das Tormentas em 1488 e, somente dez anos depois, chegaram a Calicute nas Índias. Pareciam pouco importar-se com o Oeste pelo qual lutaram no Tratado de Tordesilhas (1494).

Em 1500 Pedro Álvares Cabral finalmente aportaria no Brasil e a Espanha teria o maior império colonial do mundo no século XVI.