HISTÓRIA GERAL

20. Colonização dos Estados Unidos

20. Colonização dos Estados Unidos

Ao longo do século XVII, cerca de 500 mil ingleses teriam saído de seu país e se deslocado para a América. São várias as razões para o feito. As propriedades agrícolas que passaram a criar ovelhas precisaram ser cercadas e a mão de obra ficou reduzida. O excedente humano deslocou-se então para as cidades, mas muitos viram na emigração uma alternativa interessante para começar nova vida.

Não se pode desprezar também o fato de que anglicanos perseguiam puritanos de forma sistemática, por vezes até fisicamente. Puritanos eram protestantes convictos, seguidores de preceitos mais tradicionais que os anglicanos que, de certa forma, seguiam a religião do Estado, pouco distinta do catolicismo.

A América do Norte representava um novo começo para essas pessoas. Entretanto o começo foi muito mais difícil do que se poderia imaginar. O clima inclemente e a resistência indígena dificultaram a adaptação dos colonos. Desde fins do século XVI foram estabelecidos grupamentos de colonos, mas, todos desapareceram. Foi somente ao longo do século XVII que as primeiras colônias realmente prosperaram. Desde 1607, com o estabelecimento da colônia de Virgínia – uma homenagem à finada rainha Elizabeth I, a rainha virgem – que a colônia inglesa na América começou a prosperar. Logo a Virgínia passou a ser exportadora de fumo, produto que estava tendo ampla aceitação na Europa. As chamadas colônias do Sul, como Virgínia, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia, tinham um clima propício para a produção agrícola e investiram na produção de cana-de-açúcar e algodão, utilizando mão de obra escrava, sistema conhecido como plantation.

As colônias do Norte – Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island e Connecticut - não tinham clima adequado para a produção agrícola. Assim, investiram na pesca e na produção de recursos com a ajuda de manufaturas. Tinham uma economia mais ocupada com o mercado interno e não sofreram, pelo menos a princípio, interferência da Inglaterra.

As colônias centrais – Nova York, Pensilvânia, New Jersey e Delaware – produziam trigo, mais tarde exportado para outras colônias britânicas e também investiram em manufaturas para atender às necessidades do mercado interno.

Algo interessante de se destacar é que as colônias praticavam o que denominamos de self government, ou seja, o auto-governo. Contavam com assembleias que eram dotadas de certa liberdade para se administrarem. Nas colônias do Norte esse comportamento era mais sólido, pois a interferência do governo inglês era quase nula. Vale destacar o chamado PACTO DO MAYFLOWER. Mayflower foi o navio que trouxe colonos para Massachusetts em 1620. Os colonos determinaram que procurariam desenvolver um governo justo e equânime. Já nas colônias que dependiam da venda de recursos para a Inglaterra, a autonomia das colônias era menor.