HISTÓRIA GERAL

29. Guerra de Secessão nos EUA

29. Guerra de Secessão nos EUA

A Guerra de Secessão nos EUA teve como pano de fundo a disputa de dois modelos econômicos: de um lado a economia industrial, de outro, a economia de Plantation. Porém, no meio dessa disputa, um tema muito mais evidente, a escravidão.

Desde os primórdios da ocupação das terras americanas, os colonos do Norte foram diferenciando-se dos colonos do sul. O Norte, cosmopolita, fazia críticas ao sul, mais preocupado em atender a interesses regionais.

Observe o quadro comparativo abaixo para compreender as diferenças entre o norte e o sul das treze colônias:

Durante as eleições para a presidência em 1860 a tensão entre norte e sul se acentuou tendo em vista a possibilidade de vitória de Abraham Lincoln, um abolicionista moderado. A vitória de Lincoln se confirmou e a tensão entre norte e sul chegou ao limite. Mesmo que o presidente eleito haja, em seu discurso de posse, alegado que, para evitar a divisão do país ele não promoveria a abolição, os sulistas resolveram separar-se.

Nem todos os Estados escravistas se separaram, caso de Kansas e Missouri que, porém, mantiveram o trabalho escravo. Os 11 estados separatistas declararam-se ESTADOS CONFEDERADOS DA AMÉRICA.

No dia 12 de abril de 1861, tropas sulistas atacaram o Forte Sumter, na Carolina do Sul. Começava a Guerra de Secessão que se estenderia até 1865 e teria, segundo pesquisas bem recentes, um saldo de 750 mil baixas. A Guerra de Secessão é considerada a primeira guerra moderna do mundo, na qual foram utilizados apetrechos bélicos de alto poder de destruição.

A tendência era de que o Norte viesse mesmo a derrotar o Sul. Com uma indústria poderosa, capaz de produzir em série os recursos necessários na frente de combate, contava ainda com mais de 2/3 de todas as linhas de trem do país. Além disso, a população nortista era mais de 3 vezes maior que a população do Sul, que contava com cerca de 9 milhões de habitantes, dos quais cerca de 1/3 eram escravos.

Apesar da genialidade de Robert Lee, comandante das tropas do Sul, em conseguir arrastar a guerra por 4 longos anos, em 1865, no dia 9 de abril, após a derrota em Appomattox, rendeu-se a Ulysses Grant, comandante do Norte. Apesar de reeleito presidente dos Estados Unidos em 1864, quatro dias depois do fim da guerra, Lincoln seria assassinado por um sulista descontente com o resultado da Guerra. Há ainda quem sugira que a intenção de John Wilkes Booth, assassino do presidente, seria restaurar a guerra para tentar uma vitória sobre o Norte.

Em 1863 Abraham Lincoln havia decretado o fim da escravidão, mas levaria mais de cem anos até que os negros alcançassem seus direitos civis nos EUA. Enquanto isso, grupos resistentes quanto à abolição da escravidão organizaram grupos com a finalidade de estabelecer metódicas perseguições a negros, caso da Ku Klux Klan.

A interiorização da ocupação

Após a Guerra de Secessão, os Estados Unidos consolidaram-se como grande potência industrial. Graças à Doutrina Monroe, conseguiram manter seu isolacionismo hemisférico, distantes das intricadas relações europeias.

As indústrias do norte produziam a todo o vapor. O governo americano ainda aprovou, em 1862, o HOMESTEAD ACT, que implicava numa política de distribuição de terras no interior do país, com vistas a aumentar a produtividade do país e, por conseguinte, com a intensificação da imigração, garantir mercado consumidor para as indústrias.