HISTÓRIA DO BRASIL
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17. O PERÍODO REGENCIAL

17. O PERÍODO REGENCIAL

O Período Regencial compreende os anos de 1831 a 1840. Trata-se de uma das fases mais violentas da História do Brasil. Sem uma liderança clara, muitas regiões passaram a reivindicar pautas peculiares, o que demandou grande esforço militar por parte da Regência.

Quando D. Pedro I abdicou do trono, os congressistas estavam de férias, assim, foi organizada uma Regência Trina Provisória. Para entender essa configuração política, é importante compreender o cenário ideológico político dessa fase. Os parlamentares distribuíram-se em três grupos partidários:

- Moderados (Chimangos): Defendiam o federalismo e o fim da vitaliciedade do Senado, remontavam ao Partido Brasileiro. Tinham como seu principal representante o Padre Diogo Antonio Feijó.

- Exaltados (Farroupilhas ou Jurujubas): Defendiam uma forte democratização da sociedade, o federalismo e o fim da vitaliciedade do Senado. Seu principal representante era Cipriano Barata.

- Restauradores (Caramurus): Esperavam pela posse do príncipe herdeiro, D. Pedro II, pois defendiam a Monarquia além de haverem membros do grupo que defendiam a volta imediata de D. Pedro I ao Brasil. Entre seus principais representantes, estava José Bonifácio.

O artigo 121 da Constituição de 1824 determinava que o Imperador só poderia assumir o poder aos 18 anos de idade, ou seja, enquanto a criança não tivesse idade para assumir seu papel, deveria ser conduzida por um tutor e o país dirigido por uma regência.

A Regência Trina Provisória era composta por Nicolau de Campos Vergueiro (Moderado), Francisco de Lima e Silva (Moderado) e Carneiro de Campos (Restaurador). Talvez você possa achar estranho não haver um exaltado na Regência Trina Provisória, mas seu caráter republicano ou liberal poderia colocar em risco o centralismo político defendido por boa parte dos membros dos outros partidos.

As medidas tomadas imediatamente pela Regência Provisória foram: Limitação do Poder Moderador, Reintegração do Ministério dos Brasileiros – antes fechado por D. Pedro I – e acúmulo de funções pela Câmara além de Anistia a presos políticos.

Com a volta dos parlamentares e a retomada das atividades foi eleita uma nova Regência Trina, dessa vez permanente. Deveriam governar o Brasil até 1835: José Costa Carvalho, João Bráulio Muniz e o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva.