HISTÓRIA DO BRASIL
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17.01 A REVOLTA DE 1831

17.01 A REVOLTA DE 1831

Em 12 e 13 de julho de 1831, estourou uma revolta no Rio de Janeiro entre militares. Suas reivindicações passavam por uma Reforma Política que ampliasse a democracia, além da deportação de portugueses envolvidos com a vida pública, exoneração do ministro da justiça – Pe. Feijó e a proibição da emigração portuguesa por dez anos.

Coube ao próprio Feijó tomar as iniciativas de combate ao movimento. Reduziu o efetivo militar de 30 mil para 10 mil homens. Além disso, ao negar atender às reivindicações dos militares o movimento perdeu rapidamente sua força. Além disso, Feijó organizou uma Guarda Nacional, a princípio de inspiração francesa. O objetivo de Feijó era, a longo prazo, substituir o exército por uma força militar fiel e obediente a ele mesmo.

Detalhe importante sobre a Guarda Nacional é que Feijó construiu esse agrupamento militar com filhos de latifundiários ou mesmo grandes proprietários de terras espalhados por todo o Brasil. Essa elite econômica, que já era poderosa, se tornou ainda mais ousada, sendo esses líderes regionais chamados frequentemente de coronéis.

Mais tarde, um grupo de membros da Corte articulou, em 1832, uma ação para trazer D. Pedro I de volta ao Brasil. Para Feijó, o líder do movimento fora Bonifácio, mesmo sem qualquer prova que relacionasse José Bonifácio ao fato. Feijó tentou articular um golpe que opunha a Guarda Nacional e os Moderados contra os Restauradores. A ideia era acabar com o poder de José Bonifácio. Os Moderados, entretanto, não levaram a cabo o plano de demitir os restauradores com o apoio da Guarda Nacional. Isolado, Feijó se retirou do poder com o senso de que fora traído.