HISTÓRIA DO BRASIL
ESCOLHA UM TÍTULO

17.03.2 REVOLTA DOS MALÊS - BAHIA (1835)

17.03.2 REVOLTA DOS MALÊS - BAHIA (1835)

A escravidão foi a essência da produção no Brasil colônia. Em Salvador, na Bahia, um grupo de negros muçulmanos – daí o nome Malê na língua ioruba que significa islamita – onde cerca de 70% eram de origem nagô, organizaram-se para emancipar os escravos de Salvador e depois do interior da Bahia.

Tinham pleno conhecimento do calendário cristão e islâmico e arquitetaram o plano de atacarem Salvador no dia 25 de janeiro de 1835, dia de Nossa Senhora da Guia, tendo em vista que em função da festa a segurança estaria fragilizada.

Domingos Fortunato e sua esposa, Guilhermina Rosa de Sousa, ambos ex-escravos, avisaram seus antigos senhores do plano dos Malês, além de outros senhores. Detalhe importante a ser destacado é que A Revolta dos Malês foi uma revolta de negros africanos APENAS! Os africanos desejavam liquidar os negros absorvidos culturalmente, bem como os brancos e mulatos, pois julgavam que estes haviam sido contaminados. Razão pela qual os próprios ex-escravos denunciaram a Revolta.

A casa em que estavam os africanos foi invadida e vários fugiram. Tentaram libertar escravos presos. Alguns historiadores sugerem que até 1500 negros participaram da rebelião. Fato é que durante as três horas de conflito, 70 revoltosos foram mortos, 7 soldados morreram nos combates, o islamismo foi proibido no Brasil além de 4 revoltosos haverem sido condenados à morte mais tarde.

Outras revoltas escravas ocorreram em Minas Gerais – Revolta de Carrancas, com 17 negros condenados à morte – e Rio de Janeiro – Revolta de Manuel Congo, com 16 condenados à morte.