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17.03.4 BALAIADA - MARANHÃO (1838-1841)

17.03.4 BALAIADA - MARANHÃO (1838-1841)

A Balaiada opôs dois grupos dentro do Maranhão. As elites sociais, conservadoras, intituladas de cabanos – nunca confundir com os cabanos da Cabanagem – e os setores mais humildes da sociedade, chamados de Bem-te-vis – em função do jornal que publicavam, chamado Bemtevi.

Todos os cargos administrativos da Província do Maranhão eram decididos entre os Cabanos, deixando de fora sempre os Bem-te-vis que criticavam a postura do governo. Os Cabanos passaram a usar sua autoridade política para perseguir e prejudicar Bem-te-vis ou grupos defendidos por estes.

É importante salientar que os setores conservadores tinham o controle da polícia e mesmo da Guarda Nacional, criada por Feijó e que concedia amplos poderes policiais às elites sociais. Assim, qualquer bem-te-vi poderia ir para a cadeia por qualquer razão que interessasse aos cabanos.

A Revolução acabou tendo várias frentes de combate. Raimundo Gomes, por exemplo, cujo irmão fora injustamente acusado de assassinato, resolveu juntar um grupo de vaqueiros e invadiu a prisão, libertando a todos os detentos. Um clamor popular imbuiu Gomes do espírito revolucionário contra a autoridade dos Cabanos e seu grupo passou a ir de cidade em cidade libertando todos os presos. Mais tarde, Raimundo Gomes recebeu o apoio de Manuel Francisco dos Anjos Ferreira, cuja profissão era ser fabricante de Balaios, de onde surgiu o nome da revolta, e teve as duas filhas estupradas por policiais. Por fim, Preto Cosme, um negro liberto que liderava um grupo de 3 mil negros forros e fugidos também se incorporou ao movimento.

A Revolta acabou descambando para a violência pura e simples contra os cabanos. O governo regencial enviou tropas para a Região do conflito, especialmente na cidade de Caxias, no sul do Maranhão, na fronteira com o Piauí. Ali, Luís Alves de Lima e Silva arrasou a revolta e acabou recebendo o título honorífico de Barão de Caxias.