HISTÓRIA DO BRASIL
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18.08 QUEDA DEFINITIVA DO IMPÉRIO

18.08 QUEDA DEFINITIVA DO IMPÉRIO

Os historiadores são praticamente unânimes em defender que desde a Guerra do Paraguai o Exército brasileiro criara um sentido de identidade corporativa que levou os militares a acreditarem que tinham em suas mãos o direito de liderar o país à República.

D. Pedro II não estava alienado às mobilizações, mas é notório seu crescente desinteresse e falta de energia para liderar o país. Sabedor da necessidade de reformas, D. Pedro II elevou Afonso Celso – Visconde Ouro Preto – à condição de líder do Ministério. A ideia era promover uma série de reformas de caráter liberal. Porém, como o gabinete, neste momento, era composto por maioria de Conservadores, as reformas não foram aprovadas. Alçando mão do poder moderador, o imperador dissolveu a Câmara e convocou eleições extraordinárias para o dia 20 de novembro de 1889.

A essa altura dos fatos, porém, os militares já tinham ideia melhor. Rui Barbosa, Quintino Bocaiúva, Benjamin Constant, dentre outros, foram à casa do Marechal Deodoro da Fonseca no dia 11 de novembro pedir que este liderasse os militares na Proclamação da República.

Uma Missão chilena visitava o Brasil nessa ocasião e no dia 13 de novembro num jantar, o imperador e a imperatriz, cumprindo o protocolo, foram os últimos a entrar no salão. D. Pedro II escorregou no tapete e depois de alguns segundos retomou o equilíbrio. Teria brincado com os convidados ao dizer que o Império “balança mas não cai”. Os militares aceleraram as ações.

No dia 15 de novembro de 1889, liderados por Deodoro da Fonseca, amigo pessoal do imperador, alguns militares foram até o Ministério da Fazenda e prenderam o Visconde de Ouro Preto. Este enviou uma carta ao imperador sugerindo que um evento grave para o Império estava em curso. No mesmo dia D. Pedro II e Dna. Teresa Cristina desceram até o Rio de Janeiro mas nada constataram de grave.

Na madrugada do dia 15 para o dia 16, o Palácio São Cristóvão foi invadido e a família real foi expulsa do país. Toda a ação militar deveria ocorrer durante a noite por conta da popularidade da Família Real. Ficaram enclausurados dentro de um navio durante o dia e em seguida foram enviados para a Europa. Deodoro da Fonseca teria então dito a um grupo de Republicanos: “Digam ao povo que a República está feita”.

Assim, distante da mobilização popular, sem uma Revolução, sem nem mesmo uma Proclamação da República, o Brasil passou a viver o que seria supostamente um novo regime.