HISTÓRIA DO BRASIL
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19.01 DEODORO DA FONSECA (1889-1891)

19.01 DEODORO DA FONSECA (1889-1891)

Marechal Deodoro da Fonseca era amigo pessoal de D. Pedro II, mas foi uma das principais lideranças de viés republicano durante a questão militar. Não fosse a pressão da ala forte republicana do país e o marechal talvez nunca tivesse levado a cabo a República. Assumiu então, em 1889, provisoriamente o governo do país, até que a Assembleia Nacional Constituinte definisse a nova constituição.

O fim da escravidão e a chegada massiva de imigrantes, expôs uma carência de moeda num país que precisava ganhar dinamismo na economia. Para isso, Rui Barbosa, então ministro da Fazenda, emplacou uma política de emissão de papel moeda e implantou uma política de incentivo financeiro para quem desenvolvesse qualquer empreendimento de viés industrial.

Foram criadas 4 casas da moeda no Brasil, com sede em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. No entanto, a emissão de papel moeda foi feita sem qualquer controle do governo que se viu diante da produção excessiva de dinheiro além de não haver lastro para tanto. Surgiram empresas laranja para adquirir benefícios do governo e as ações na Bolsa de Valores foram profundamente desvalorizadas. O papel moeda também sofreu profunda desvalorização, acarretando assim a primeira crise econômica séria da nova República. Esse episódio ficou conhecido como Encilhamento. O jargão remete ao momento em que o jóquei está prestes a partir na corrida de cavalos. No Brasil, entretanto, a corrida nem chegou a começar.

Em novembro de 1890 reuniu-se a Assembleia Constituinte com o objetivo de construir a Constituição republicana brasileira. Os parlamentares usaram a Constituição estadunidense como ponto de partida e no fim de fevereiro de 1891 surgiu a primeira constituição republicana da História do Brasil. Apesar de a Constituição determinar a implantação do federalismo no Brasil, os militares continuaram defendendo o centralismo político no Rio de Janeiro.

No dia 25 de fevereiro, a Assembleia reuniu-se para decidir quem seria o presidente da República. De um lado estavam Deodoro da Fonseca candidato a presidente e o almirante Eduardo Wandenkolk como vice e de outro lado estavam Prudente de Morais como presidente e o marechal Floriano Peixoto como vice. A eleição foi tensa. Deodoro aproximara-se de monarquistas mas pressionou a Assembleia, abertamente contrária a ele, a votarem nele. Deodoro usou o exército a seu favor, venceu, mas não governou. Nenhuma de suas medidas contaram com a aprovação do Congresso. Tentou inclusive declarar estado de sítio e fechar o Congresso mas civis e militares se reuniram no que foi conhecido como a Primeira Revolta da Armada, liderada pelo almirante Custódio de Melo. Sem força política, Deodoro renunciou e, já doente, morreu no ano seguinte.