HISTÓRIA DO BRASIL
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20.02 CONVÊNIO DE TAUBATÉ

20.02 CONVÊNIO DE TAUBATÉ

A produção de café era imensa no Brasil, porém, insuficiente para equilibrar os gastos com produtos industrializados. Pior, a produção era tão grande que nem sequer o mercado internacional dava conta de consumir tanto café. O resultado foi o acúmulo do produto brasileiro em estoque e sua perda de valor. Era preciso salvar os produtores de café que tinham em suas mãos o principal recurso de entrada de capital no Brasil. Foi assim que os maiores produtores de café de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro reuniram-se em 1906 no que ficou conhecido como o Convênio de Taubaté.

A intenção era induzir o governo federal, dirigido pelo presidente Rodrigues Alves a comprar o excedente de café para valorizar o produto. Entretanto, apesar de cafeeiro, o presidente tinha um projeto mais audacioso de controle da economia nacional e resolveu não salvar os latifundiários.

Com a negativa do presidente, os líderes de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro resolveram assumir o risco e tomaram dinheiro emprestado junto a organismos internacionais. Parte do café foi estocado na Europa e nos EUA e o restante foi queimado. Nos anos seguintes, a produção diminuiu e o preço teve um leve acréscimo no mercado. O presidente Afonso Pena resolveu assumir a dívida e financiar os produtores. Desvalorizou a moeda brasileira para estimular o mercado internacional a comprar o café. Aqui ocorreu um problema grave. O Brasil ainda era dependente do mercado estrangeiro e a desvalorização da moeda até ajudou os cafeeiros, mas prejudicou a população de maneira geral que passou a pagar mais caro nos produtos que vinham de fora.