HISTÓRIA DO BRASIL
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22.1 REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

22.1 REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

Após a Revolução de 1930, o Estado de São Paulo foi o maior prejudicado. Isso ocorre pelo fato de a República do Café-com-leite haver chegado ao fim e com ela o poder das oligarquias paulistas haver recrudescido.

Era plausível que os paulistas esperassem que, uma vez que as eleições de 1930 foram inúteis o presidente eleito não assumira, houvesse um novo pleito. Entretanto, Vargas fora empossado como presidente provisório – o que seria lógico se pensarmos que Júlio Prestes venceu as eleições de maneira fraudulenta, então Vargas deveria ser mesmo o presidente – com apoio do exército.

Vargas anunciara, desde sua campanha eleitoral, reformas trabalhistas e eleitorais, o que fazia de sua campanha, uma empreitada bastante arrojada. As novas eleições não apareceram e Vargas anunciou a convocação de uma Assembleia Constituinte em 1932. Mas o descontentamento dos paulistas só aumentava. Isso se devia, em grande medida, ao fato de Getúlio impor interventores ao governo paulista que nada tinham a ver com a História e os interesses do Estado. A perda contínua de poder dos oligarcas uniu-se a insatisfações populares que desejavam a legalidade do governo. Em 23 de maio de 1932, uma manifestação com cerca de 200 mil pessoas acabou sendo confrontada com a polícia e 4 jovens - Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa, Antônio Camargo de Andrade – acabaram mortos. As iniciais de seus nomes acabaram dando origem a uma sigla – MMDC – capaz de unir os paulistas numa bandeira contra o governo. O MMDC começou a reunir voluntários para a Guerra Civil.

Em 9 de julho de 1932 começou a chamada Guerra Constitucionalista com ampla participação das camadas populares paulistas que contribuíram para o esforço de guerra mesmo com a doação de joias. Mulheres foram convocadas para servirem como enfermeiras e mesmo os negros tiveram participação ativa no conflito – apesar de estarem divididos quanto a apoiar a Guerra. Joaquim Guaraná de Santana era membro da frente negra e foi responsável pela criação de um partido que deveria ser composto apenas por negros, o PRN, de inclinação fascista, muito em voga na época.

Sem o mesmo aparato militar do exército nacional, as forças paulistas resistiram quase três meses e começaram a enfraquecer. Os paulistas perderam a guerra, mas Getúlio entendeu que precisaria aproximar-se dos paulistas, enquanto os paulistas também acabaram reconhecendo que precisariam reconhecer a autoridade do poder federal.