HISTÓRIA DO BRASIL
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22.3 INTEGRALISMO

22.3 INTEGRALISMO

Getúlio Vargas teve dois adversários políticos muito motivados. O Partido Integralista, de viés fascista e o Partido Comunista. O Integralismo, como ficou conhecida a Ação Integralista Brasileira (AIB), foi fundada em 1933, tendo como um de seus líderes Oliveira Viana, pensador brasileiro que defendia o embranquecimento nacional. Porém, foi o diretor do movimento que acabou se destacando. Plínio Salgado desenvolveu os uniformes e a simbologia dos integralistas. O verde era predominante nas roupas e a letra grega Sigma, o sinal da união do povo. Apesar do viés fascista, o integralismo defendia o estabelecimento da cultura brasileira como fruto da união dos povos que aqui habitavam. Entre os integralistas podiam ser vistos italianos, alemães, negros, portugueses e etc.

Cumprimentavam-se com a saudação “Anauê”, uma palavra supostamente tupi que servia como um mero “olá” e talvez significasse também “Você é meu irmão”. Todo esse conjunto de elementos fortalecia o senso de identidade dos membros do grupo que eram em torno de 100 mil. Com o projeto de chegar ao poder, os integralistas acreditavam que Vargas poderia ser o caminho, uma vez que Vargas, segundo Salgado, havia lhe prometido o Ministério da Educação. Tal como seus corolários europeus, a AIB precisava apenas de uma brecha para implantar seu regime. Havia, porém, um Getúlio no meio do caminho.

Vargas nunca cumpriu sua promessa e em 1938 os integralistas tentaram dois golpes de Estado, ambos malogrados. Na última tentativa de tomarem o poder, o chamado "Levante Integralista", cujo objetivo era matar Getúlio, a repressão foi severa e muitos integralistas foram executados. Quanto a Plínio Salgado, foi exilado. Era o fim do Integralismo no Brasil.