HISTÓRIA DO BRASIL
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25. JUSCELINO KUBITSCHEK (1955-1960)

25. JUSCELINO KUBITSCHEK (1955-1960)

50 anos de progresso em 5 de governo! Esse era o lema do presidente Bossa Nova, apelido atribuído ao presidente cosmopolita na época em que Tom Jobime João Gilberto estouravam nas paradas de sucesso. Juscelino Kubitschek estabeleceu um projeto de desenvolvimento que reunia temas como educação, transporte, alimentação, energia, mas acima de todas, a síntese de todas as metas, a construção da nova capital. Como se pode notar, JK concentrou no Estado a iniciativa do desenvolvimento, o que caracteriza o Estado de Bem-Estar Social e contribui para o inchaço do Estado e além disso dificulta sobremaneira a fiscalização das contas públicas. O governo continuou recebendo dividendos do exterior para financiar obras públicas. Para tanto, JK aproximou-se dos países latino-americanos, criando a OPA (Operação Pan-Americana) com a finalidade de criar uma cooperação latina para superar o desenvolvimento.

Brasília fora um sonho antigo. Oscar Niemeyer desenhou os prédios da cidade e o Plano Piloto ficou a cargo de Lúcio Costa. José Bonifácio já havia sugerido, durante o Império, a necessidade de investir na constituição de uma capital estratégica no centro do país que pudesse garantir a ocupação interiorana e proporcionar maior segurança para a uma capital, uma vez que no Rio de Janeiro, a capital estaria mais exposta a rebeliões internas (o que de fato ocorreu várias vezes) e suscetível a ataques externos.

Para tentar integrar a economia nordestina ao desenvolvimento do sudeste, o governo brasileiro criou a SUDENE (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste), mas os investimentos não foram suficientes e muitas pessoas passaram a migrar para o Sudeste em busca de emprego e melhor qualidade de vida.

Os investimentos estrangeiros provocaram inflação e o custo de vida foi ficando mais caro. Ao final de seu mandato, JK deixou um país industrializado, com metrópoles em franco processo de inchaço, aumento crescente da desigualdade social e a suspeita de intensos desvios de verba pública, além de uma inflação galopante.