HISTÓRIA DO BRASIL
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28. O GOLPE MILITAR DE 1964

28. O GOLPE MILITAR DE 1964

O Golpe Militar precisa ser entendido no seu contexto. Em 1964 o mundo experimentava um dos momentos mais delicados da Guerra Fria. Em discurso após a morte de Josef Stálin, Nikita Kruschev fez um discurso no qual apontava crimes contra a humanidade provocados pelo ditador soviético. O pânico rodeava os setores mais conservadores da sociedade que imaginavam a aproximação do comunismo do Brasil como algo iminente e pavoroso. Pode-se dizer que o medo do comunismo era real dentro das Forças Armadas brasileiras e entre inúmeros setores da sociedade. As medidas populistas de João Goulart fizeram supor a muitos que o presidente tinha inclinações comunistas. Para os militares, era melhor agir por precaução.

É mais fácil hoje olhar para trás e ver que um golpe comunista não era prático no Brasil. Entretanto, após o ousado discurso de Jango no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, os militares não quiseram esperar para ver. No dia 31 de março, tropas de Minas Gerais, Guanabara, São Paulo e Rio Grande do Sul mobilizaram-se e exigiram a retirada do presidente. Jango ainda tentou uma resistência no Sul, mas logo percebeu a fragilidade do seu comando e exulou-se no Uruguai.

Por uma semana, governou o Brasil o presidente da Câmara dos deputados, Ranieri Mazzili. O comando do Golpe determinou então ser outorgado o Ato Institucional #1. O Congresso Nacional determinaria então o presidente da República. Em 15 de abril de 1964 assumiu a presidência o general Humberto de Alencar Castelo Branco. Havia começado a Ditadura Militar.