HISTÓRIA DO BRASIL
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3. UM ITALIANO A SERVIÇO DA ESPANHA

3. UM ITALIANO A SERVIÇO DA ESPANHA

A Itália era ponto de convergência de burgueses, artistas e mesmo cientistas. Estava na rota entre o Ocidente e o Oriente e, não por acaso, foi o epicentro do Renascimento Cultural. Centros de pesquisa apareceram junto a Liceus de arte. Haviam investidores que tornavam obras de arte antes inimagináveis, agora possíveis. O mesmo se deu com o avanço de pesquisas científicas. Era nesse contexto que apareceu a figura de Cristóvão Colombo, supostamente genovês, que pesquisara profundamente escritos gregos e concluiu que seria possível dar a volta ao mundo mais rapidamente dirigindo-se ao Ocidente do que tentando circundar a África.

Levando em consideração o custo dos navios e mesmo das expedições, Colombo não encontrou na Itália alguém que estivesse disposto a pagar pela contraprova de suas pesquisas. Foi assim que o italiano foi parar em Portugal, país cosmopolita e de renome no avanço ultramarino. Porém, o rei D. João III não deu ouvidos a Colombo. Supostamente alegou que os portugueses estavam se dando muito bem ao criarem entrepostos ao redor da África, o que lhes garantia posse de terras e contatos comerciais vantajosos. Além do mais, aventurar-se no Atlântico não parecia um investimento e sim loucura.

Colombo ficou mesmo chateado, mas bateu na porta do Reino de Espanha. Ali foi recebido por Isabel de Castela e Fernando de Aragão que resolveram patrocinar uma expedição para o italiano, desde que, é claro, as terras eventualmente descobertas fossem de posse hispânica. A Igreja, aliciada pela possibilidade de garantir conversos e evitar a chegada do protestantismo a qualquer lugar também apoiou a empreitada.

Foi assim que Colombo chegou ao Novo Mundo em 1492! Deu uma volta pela América Central Insular e voltou para a Espanha garantindo que havia chegado nas Índias. Morreu sem saber que havia descoberto um continente!