HISTÓRIA DO BRASIL
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12. PERÍODO POMBALINO

12. PERÍODO POMBALINO

D. João V procurou estabelecer a melhor estrutura possível em seu reino para extrair ouro do Brasil. O rei português, famoso por suas escapadelas sexuais com freiras, usou todo o recurso ao seu alcance para a construção de obras de pouco valor estrutural e de longo prazo em seu governo.

Quando D. João V morreu em 1750, foi substituído por seu filho, D. José I, que herdou um reino com a falsa sensação de riqueza. O destino viria a se provar implacável. Um terremoto de cerca de 9 pontos na escala Richter abalou a cidade de Lisboa as 9:40 da manhã de 1º de novembro de 1755. Estima-se que a duração do terremoto haja sido de 3,5 a 6 minutos. Em seguida, um tsunami atingiu a cidade, lambendo tudo que havia sobrado. Era dia de todos os santos e boa parte dos cerca de 275 mil habitantes estavam nas igrejas. Haviam velhas acesas para todos os lados. Assim, o que não foi destruído por terremoto ou água, o fogo tratou de consumir. Segundo estudos da Universidade de Berkeley, morreram cerca de 60 mil pessoas na tragédia.

D. José I tinha um reino em frangalhos em suas mãos. O pobre rei, que herdara um reino gastão e sem qualquer planejamento, desejou transferir sua corte para Coimbra. É então que aparece a figura de Sebastião de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. Com punho firme, advertiu ao rei que suas atitudes demonstrariam a extensão de sua força. Que era possível reconstruir o país. Foi assim que Pombal ganhou poderes para reconstruir o país lusitano.

Portugal tinha uma nobreza tradicionalmente parasitária, ou seja, custava caro aos cofres públicos e não produzia nada. A colônia estava à sua própria mercê. Havia uma profunda dependência do mercado britânico, uma vez que Portugal não realizou a Revolução Industrial. Além disso, os jesuítas controlavam toda a educação do país e impediam a aproximação de ideias iluministas e uma maior mobilidade administrativa dentro do governo. Era imprescindível uma reforma rápida para levantar o país e Pombal se propôs a fazê-la.

Seguem algumas medidas tomadas por Pombal:

a) Fim da Nobreza Parasitária;

b) Expulsou os Jesuítas;

c) Implantou uma educação laica;

d) Colônias poderiam ter manufaturas;

e) reorganizou a cobrança de impostos na colônia;

É importante observar que todas as medidas tomadas por Pombal atacavam a estrutura do Estado Absolutista, propunham modificações de raiz iluminista, mas, não destituíam sua própria autoridade ou a do rei. Isso é o que podemos denominar de despotismo esclarecido. A dinamização econômica proposta por Pombal foi de tão grande impacto que, mesmo havendo ameaçado a colônia de cobrar a derrama, nunca o fez. Além disso, restituiu os judeus a condição de cidadãos, permitindo que inserissem seu dinheiro no mercado.

Apesar da tendência liberal de Sebastião de Carvalho e Melo, é notória sua truculência no caso do atentado contra o rei D. José I. O rei saía de uma peça de teatro em sua carruagem quando foi alvejado. O tiro não foi fatal, e os suspeitos fugiram. Nunca foram encontrados os verdadeiros culpados, ou melhor, nunca se acharam evidências claras de que os culpados fossem membros da família Távora, grande crítica e inimiga do rei e de Pombal. Mas o assistente do rei usou a oportunidade para usá-los como exemplo. Executou toda a família, confiscou ou destruiu suas propriedades.

Com a morte de D. José I, sua filha, D. Maria I, avessa às reformas do Marquês, resolveu implantar a chamada Viradeira, ou seja, a rejeição a absolutamente todas as medidas promovidas por Pombal. Seria uma época de ebulição na colônia.