HISTÓRIA DO BRASIL
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13.01 INCONFIDÊNCIA MINEIRA - 1789

13.01 INCONFIDÊNCIA MINEIRA - 1789

Entre os mineradores praticavam-se reuniões frequentes de viés libertário. Nessas reuniões foi tramada uma rebelião cuja finalidade seria proclamar a independência da região das Minas. Seria então proclamada uma República, cuja capital seria S. João del Rei, rapidamente seriam implantadas manufaturas e constituída uma casa da moeda, fundada a Universidade de Vila Rica, as dívidas seriam perdoadas e ainda seriam criados Parlamentos regionais e um central. A dúvida ficava por conta dos escravos. Boa parte dos articuladores da Inconfidência eram donos de escravos, mas os ideais que amparavam ideologicamente o movimento não suportavam a manutenção da escravidão. Historiadores se dividem com relação à defesa da abolição na Inconfidência Mineira, mas é correto afirmar que, de maneira geral, não eram a favor do fim da escravidão, pelo menos não a curto prazo. Como se pode notar, entre os inconfidentes encontravam-se padres, dirigentes militares, comerciantes ricos, enfim, era uma elite econômica. Joaquim da Silva Xavier destoava do grupo. Era órfão desde muito cedo e precisou sustentar os irmãos. Fracassou em tudo que tentou até entrar para o exército. Tinha o apelido de Tiradentes pois tentou a vida como dentista e às vezes ainda praticava o ofício, mesmo sendo já alferes.

Joaquim Silvério dos Reis, um dos participantes do movimento, outrora rico, resolveu oferecer a cabeça dos inconfidentes em troca de perdão da sua dívida e, quem sabe, até uma recompensa. Visconde de Barbacena, que substituíra Cunha Meneses, havia recebido a incumbência de cobrar a derrama, mas com a denúncia de Silvério dos Reis, cancelou a cobrança do imposto em março de 1789. Uma série de detenções prisões foram feitas e começou o processo que durou até 1792. 21 pessoas foram condenadas à morte, mas algumas horas depois de lida a sentença, D. Maria I concedeu o perdão aos inconfidentes, mas estes deveriam deixar a colônia. Há quem diga que tudo não passou de um teatro para desmotivar novas rebeliões.

O único a não receber o perdão da Coroa foi Tiradentes. No dia 21 de março de 1792, o alferes encontrou seu destino numa forca. A Inconfidência Mineira ficou esquecida nos anais da História brasileira até 1889. Com a Proclamação da República e a necessidade de construir heróis, a “Inconfidência” foi alçada a status de rebelião patriota.