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13.04 CONJURAÇÃO BAIANA OU REVOLTA DOS ALFAIATES - 1798

13.04 CONJURAÇÃO BAIANA OU REVOLTA DOS ALFAIATES - 1798

A Conjuração Baiana teve um perfil social. Diferentemente da Inconfidência Mineira, a conjuração na Bahia contou com participação popular tendo em vista as péssimas condições de vida da arraia miúda na Bahia. Não havia um sentimento de independência claro, mas a melhoria da qualidade de vida e o fim da escravidão estavam na pauta de reivindicações dos revoltosos que tinham nos ideais iluministas e na Independência do Haiti uma referência.

Cartas, de conteúdo crítico a Portugal, eram distribuídas e coladas em paredes e postes ao longo de Salvador. O governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal, recolheu alguns desses cartazes e investigou sua origem até chegar ao autor dos panfletos. Luís Gonzaga das Virgens foi descoberto. Ele havia enviado documentos com teor crítico ao governador e sua casa estava cheia de documentos comprometedores.

Um grupo de revoltosos estava se articulando para libertar Luís Gonzaga das Virgens, mas foram denunciados e presos. Pelo caráter popular da revolta e devido a predominância de alfaiates, a revolta foi chamada de Conjuração dos Alfaiates. O processo envolvia 49 réus e ao fim do mesmo, 6 foram condenados à morte. Um condenado fugiu, quatro foram executados – Gonzaga das Virgens, João de Deus, Manuel Faustino dos Santos e Lucas Dantas - e um teve sua pena comutada para o degredo.

As revoltas ocorridas no final do século XVIII demonstram o espírito de independência que circulava a colônia.