HISTÓRIA DO BRASIL
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14.03 REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA

14.03 REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA

Pernambuco era um Estado bem populoso no começo do século XIX. Apesar do declínio do ciclo do açúcar, ainda podia ser considerada uma região muito forte economicamente. Recife e Olinda juntas contabilizavam aproximadamente 40 mil pessoas, enquanto o Rio de Janeiro tinha 60 mil. Assim, era de se supor que a Coroa desse alguma atenção para a região. Entretanto não foi o que aconteceu.

Os investimentos trazidos pela Coroa portuguesa estacionavam no Rio de Janeiro, local da sede da Coroa no Brasil. As ideias iluministas tomavam força justamente no momento em que a indignação pela distância da política da metrópole incomodava os setores produtivos de Pernambuco. O açúcar estava desvalorizado e a Coroa simplesmente cobrava impostos sem qualquer política de ação na região.

Alguns líderes começaram então a se organizar em torno de um movimento que proporcionasse a independência da região. Entre os líderes podemos citar Domingos José Martins, Frei Caneca e Antonio Carlos de Andrada e Silva.

Um agente foi deslocado para conseguir apoio para o movimento nos Estados Unidos e, eventualmente, libertar Napoleão do cativeiro na ilha de Santa Helena, para declarar a independência de Pernambuco e em seguida ser reconduzido ao poder na França!

A rebelião tomou o interior nordestino e o Ceará e a Paraíba se associaram aos pernambucanos. Padres, boticários, cirurgiões, agricultores, dentre outros juntaram-se em torno do projeto de proclamar a independência da colônia, ou pelo menos do Nordeste.

De acordo com Boris Fausto: “Os revolucionários tomaram Recife e implantaram um governo provisório baseado em uma “lei orgânica” que proclamou a República e estabeleceu a igualdade de direitos e a tolerância religiosa, mas não tocou no problema da escravidão. Foram enviados emissários às outras capitanias em busca de apoio e aos Estados Unidos, Inglaterra e Argentina, em busca também de apoio e reconhecimento. A revolta avançou pelo sertão, porém, logo em seguida, veio o ataque das forças portuguesas, a partir do bloqueio do Recife e do desembarque em Alagoas. As lutas se desenrolaram no interior, revelando o despreparo e as desavenças entre os revolucionários. Afinal, as tropas portuguesas ocuparam Recife, em maio de 1817.” FAUSTO, Boris. História do Brasil. Edusp, pág. 111.

Nem todos os latifundiários do Nordeste participaram da Revolução, por isso puderam ter suas regiões emancipadas, caso das Alagoas e do Rio Grande do Norte. Os líderes foram presos e a maioria foi executada. Frei Caneca, condenado à morte, acabou perdoado e liberto.